sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

JUVENTUDE PATRIÓTICA LUNDA TCHOKWE EM SEMINÁRIO DE CAPACITAÇÃO NO CAFUNFO

JUVENTUDE PATRIÓTICA LUNDA TCHOKWE EM SEMINÁRIO DE CAPACITAÇÃO NO CAFUNFO




A formação constante de membros do Movimento do Protectorado Lunda tchokwe, é uma preocupação dos órgãos centrais do movimento a todos os níveis com vista a uma preparação condigna dos seus membros para os futuros desafios.



É neste contexto que tanto a UMULE União da Mulher Lunda Tchokwe, a JUPLE Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, organizações afectas ao movimento, tem um amplo programa de formação ideológica politico administrativo dos seus quadros seniores como garantia de recursos humanos preparados a enfrentar o processo que culminará com AUTONOMIA porque o movimento luta por resgatar.



O Secretario Nacional da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, Sr Rocha Lunga Umue, acompanhado pelo Secretario da Informação Nacional da Juventude Sr Carlos Manuel, foram os prelectores do Seminário de capacitação de membros seniores da organização Juvenil do Protectorado Lunda Tchokwe no CAFUNFO/CUANGO, esta semana; seminário que teve os seguintes temas a LIDERANÇA, a importância da Juventude nos processos Políticos e a importância dos recursos humanos para administração.



A sua visita serviu também para rever a organização das estruturas de base da Juventude, seu crescimento e a mobilização dos jovens para a defesa do seu direito, legitimado nos postulados dos tratados de Protectorado assinados com Portugal 1885-1894, sob observação internacional da França, Alemanha, Inglaterra e do Vaticano.



Em outra vertente, aquele dirigente da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, apelou a juventude a estudar muito e conhecerem bem a historia da Lunda Tchokwe que o Governo Angolano escondeu, para que as futuras gerações não venham a ser enganadas.



Disse na ocasião que toda a propaganda, as perseguições, as intimidações, são meios que o governo usa para testar a nossa capacidade mobilizativa, e ou ver se está preparado e se sabemos o que pretendemos. Reafirmou que muitas vezes o governo pensa que a um grupo que agita as pessoas, que as pessoas estão sendo coagidos por alguém, o que não é verdade, a sede da liberdade é comum, todos sentem isso na pele.



Acções do género vão ter lugar em toda a região desde o Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, no amplo programa da JUPLE.



Por Samajone no Cuango




quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

LUNDA-SUL PRECISA DE UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA COM URGÊNCIA

LUNDA-SUL PRECISA DE UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA COM URGÊNCIA



A cidade de Saurimo, antiga capital regional, do distrito da Lunda, era uma cidade pequena, havia sido projectado para 120 000 colonos portugueses, ligados a administração. A vila de Saurimo ou Saulimbo, passou a categoria de cidade nos anos 50, os serviços médicos tem lugar no período 1960 á 1970, altura que foi construído o Hospital regional.


De acordo com um professor do Instituto Médio de Saúde da Lunda-Sul, que pediu anonimato, “ a falta de vontade política e interesse por parte do governo angolano sobre as populações Lunda Tchokwe, aqui só existe o interesse pelas riquezas, eu mesmo sinto muita vergonha quando abordamos com meus colegas do Partido MPLA, a questão do desenvolvimento da região, logo te dizem camarada não fala essas coisas, vivemos a vigiar todos os dias o que faz a UNITA, o que faz o PRS em vez de nos preocuparmos com questões que, dizem respeito a todos, sobretudo as morte diárias aqui na nossa cidade”, concluiu…


Em 2011, no que se chamou Presidência aberta ou fingimento, o ditador José Eduardo dos Santos, prometeu na cidade de Menongue, mudar o quadro da região com a implementação de projectos sociais na saúde e na educação, prometeu água potável para todos, o Presidente ditador criticou as forças que queriam dividir e perigar a unidade da nação no seu conjunto, em referência ao Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, que reivindica AUTONOMIA, um direito legitimo histórico-natural do povo e da Nação Lunda Tchokwe.


Este mesmo presidente ditador que agora vai gerir cerca de 19 biliões de dólares do OGE de forma unipessoal, prometeu durante a campanha eleitoral de 2008, em Agosto daquele ano, aqui na cidade de Saurimo que iria colocar os melhores filhos e quadros altamente capacitados para desenvolver a região do território Lunda Tchokwe; Kuando Kubango, Moxico e o antigo distrito da Lunda, que compreende Lunda Sul e Norte.


O presidente ditador Angolano, não conhece a realidade do imenso território, incluindo a Nação Lunda Tchokwe que governa há 39 anos.


É totalmente impossível conhecer uma realidade em duas horas de visita a uma localidade, muito menos quando essa visita só acontece de 5 em 5 anos, nunca vimos José Eduardo dos Santos a permanecer numa província por 24 horas, para não falarmos em 48 horas, ou a visitar, por incrível alguma comuna do interior ou da Angola profunda, onde a miséria faz morada.


Esse mesmo presidente ditador, disse em Março de 2012 no Dundo, durante a campanha eleitoral, que os diamante da Lunda não serviam para nada, nem para a construção da estrada entre Xá Muteba até o Dundo ou até o Luena, mas Catoca e outros projectos Mineiros dentro do Território Lunda Tchokwe produzem 8 milhões de quilates anuais, por isso é que Angola erradamente foi eleita na China durante a Reunião do Processo Kimberley para a presidência da mesma.


Os senhores Generais das FAA, compraram Aviões, construíram mações, tem avultados somas em dólares nos Bancos no estrangeiro, são donos de frotas de camiões, donos de Clínicas de Primeira Classe em Luanda, donos de Universidades Privadas em Luanda, donos de Supermercados ou Hipermercados em Luanda, esse dinheiro veio do saque dos diamantes da Nação Lunda Tchokwe, porque com enxadas se cava o diamante mas o petróleo é preciso tecnologia de ponta, o peixe do mar é preciso barcos potentes, a banana não compra aviões…


Se nos roubam as riquezas, que nos deixem pelos com saúde, construindo Hospitais em troca de tanto dinheiro que é levado da Nação Lunda Tchokwe…


Ontem reportamos mais de 17 óbitos na cidade de Saurimo, aqueles que tivemos acesso, esse número deve ser mais, as causas parecem as mesmas que reportamos no artigo anterior.


O Auxiliar do Presidente da Republica, Ministro da Saúde, Dr José Van-Dunem, deveria deslocar para a LUNDA – SUL sem delegar ninguém, e aqui permanecer 72 horas, para radiografar o seu sector nesta localidade.


Senhor Ministro da Saúde, quando será construído algum hospital de referência na Lunda Tchokwe?


Um Hospital de referência na LUNDA-SUL, equipado tecnicamente, se não tivermos especialistas locais, vamos buscá-lo na China, no Brasil, em Cuba e Portugal com que Angola tem estratégias conforme o discurso do Presidente ditador na Assembleia Nacional o ano passado.


Com 100.000.000,00 cem milhões de dólares, pode se construir um Hospitalzinho de referência naquela região, com fundos partilhados ou comparticipadas entre o Fundo Soberano, dos 19 biliões do OGE, Catoca e outros projectos mineiros. Este hospital não serviria somente a Lunda-Sul, o Moxico, o Cuando Cubango, a Lunda – Norte, até inclusive populações vizinhas da RDC e a Zâmbia.


A cidade de Saurimo cresceu muito, há razões justificadas para se construir um Hospital de referência, nem que o próprio povo comparticipe com alguma coisa…


Os citadinos de Saurimo são de opinião, as de que se deve construir um Hospital na Lunda Sul com todas as especialidades, devido a demanda da procura dos serviços especiais de saúde, a própria Catoca gasta muito dinheiro evacuando seus trabalhadores para Luanda em tratamentos médicos, quando podiam fazê-lo aqui mesmo se existissem condições.


Esses populares vão ainda mais longe, perguntam se na realidade existe tal desenvolvimento que é propalado a partir de Luanda para o mundo inteiro?


Por fim queremos convidar deputados do MPLA a visitarem o sector da saúde da Lunda Sul antes do ano acabar…


Voltamos ao assunto na próxima edição…



Por Ngongo Manuel em Saurimo

ANGOLA: OGE PÕE MILHÕES NA GESTÃO UNIPESSOAL DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

ANGOLA: OGE PÕE MILHÕES NA GESTÃO UNIPESSOAL DO PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS



A oposição angolana, a tal que aprovou (explícita e implicitamente, apenas com excepção da CASA-CE) o novo Orçamento Geral do Estado (OGE), diz que este documento colocará “nas mãos” do Presidente Eduardo dos Santos mais de 15 mil milhões de euros para gestão directa, sem fiscalização.

Orlando Castro - Folha 8 Diário




Agora, dando uma no cravo e outra na ferradura, consideram que a concretizar-se será um “atentado ao Estado de Direito”. Mas desde quando, nesta e em quase todas as outras questões, Angola é actualmente um Estado de Direito?



A Oposição diz que é como “passar um cheque em branco”. Pois é. Mas se é assi que o regime quer, é assim que será.



A crítica é da UNITA que, segundo a Voz da Alemanha, acusa o Governo de querer pôr nas mãos do Presidente José Eduardo dos Santos, para gestão directa, unipessoal, cerca de 19 mil milhões de dólares, mais de 15 mil milhões de euros. Mas se ele é o Presidente da República desde 1979, sem nunca ter sido nominalmente eleito, se é o Presidente do MPLA e chefe do Governo, o melhor – aconselhará certamente Bento Bento – é comer e calar.



Trata-se, oficialmente, de uma “Reserva Financeira Estratégica Petrolífera”, resultante dos direitos patrimoniais do Estado angolano nas concessões petrolíferas, e que servirá para financiar investimentos de longo prazo.


Parte desse dinheiro será gerido directamente pelo chefe de Estado, sem a fiscalização do Parlamento, critica o líder do grupo parlamentar do maior partido da oposição.



“Uma parte pode ser 1% ou 99,99%”, diz Raúl Danda, acrescentando que “se os deputados não podem fiscalizar a execução do Orçamento, ao entregar-se assim dinheiro nas mãos do Presidente da República, que faz essa gestão sem prestar contas, estamos mesmo a ver que espécie de transparência podemos ter neste país.” Terá sido por levar em consideração essa “espécie de transparência” que a UNITA se absteve na votação do OGE?



Por sua vez o grupo parlamentar da CASA-CE não se opõe a que a reserva petrolífera seja gerida pelo Presidente angolano, mas mediante um plano aprovado pela Assembleia Nacional. Como anedota não está mal.



Este foi, aliás, um dos motivos que levou o partido a votar contra o OGE para 2015, explica o vice-presidente da bancada parlamentar da CASA-CE. Manuel Fernandes diz que este OGE é “um atentado ao Estado de Direito”, que “quase amputa” o papel fiscalizador dos deputados.



“Este diploma é praticamente uma autorização legislativa para o Presidente da República fazer tudo o que bem entender sem contra-peso. E nós, de facto, estamos em completo desacordo”, afirma Fernandes.



A preocupação do deputado da CASA-CE “é a questão da ‘Reserva Estratégica’, bem como outras autorizações que estão a ser conferidas ao Presidente da República, com altas somas monetárias, sem se ter tido em conta a Assembleia Nacional, que é o órgão fiscalizador.”



Um dos grandes problemas em Angola é que não existe fiscalização, sublinha ainda o líder do grupo parlamentar da UNITA. Pois. A fiscalização só faz sento quando há democracia, quando o país é um Estado de Direito.



“É preciso prestar contas a alguém, o Presidente da República não pode ter verbas avultadas e dizer que ele próprio estabelece as modalidades de prestação de contas. Ora, como é que o fiscalizado vai estabelecer as regras da fiscalização?”, pergunta Raúl Danda. “No entanto é isso que acontece neste Orçamento, que tem um défice jamais visto neste país”, acrescenta para – crê-se – justificar a abstenção da UNITA.



Para Manuel Fernandes, o OGE para o próximo ano não é realista. Mais importante seria empregar esforços para diversificar e “despetrolizar” a economia angolana.



“Há um excesso de expectativa. Já se sabe que há um decréscimo do preço do barril de petróleo, por isso não se pode ser assim tão expectante e propor uma taxa de crescimento de 9,7%”, afirma o deputado da CASA-CE, acrescentando que “este é mais um folclore político que pretendem fazer e nós não estamos aqui para isso. Por isso mesmo entendemos que tínhamos, de facto, de votar contra este Orçamento, que está longe de corresponder às expectativas dos angolanos.”

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

SECRETARIADO REGIONAL DA LUNDA SUL DO PROTECTORADO TRABALHA NA COMUNA DE XACASSAU

SECRETARIADO REGIONAL DA LUNDA SUL DO PROTECTORADO TRABALHA NA COMUNA DE XACASSAU



No âmbito do programa de Mobilização generalizado, lançado pelo Comité Executivo Nacional do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, o Secretariado Regional da Lunda-Sul, fez deslocar a Comuna de Xacassau, Municipio de Lucapa, uma delegação chefiada pelo Secretario regional da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe Sr Massueca Mutenda, acompanhado dos Secretários Ezequiel Muacumbi e o Secretario Manuel Sathuku, ambos do Comité Regional.



Trabalharam com membros do Poder Tradicional naquela Comuna, de quem receberam falsas, caluniosas e irresponsáveis informações segunda as quais o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, quer fazer guerra para dividir Angola, propaganda de desinformação que os comités locais do MPLA tentam incutir nas populações daquela Comuna. 



Inequivocamente, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, reivindica o direito legítimo histórico-natural do povo e da Nação Lunda Tchokwe, gritamos publicamente em alto som, que queremos “AUTONOMIA” igual a Escócia, Irlanda do Norte e o País de Gales no Reino Unido da Inglaterra, sem que para isso tenhamos que recorrer a guerra, a guerra é dos fracos, a guerra é dos que se apoderam do que é alheio, a guerra é dos usurpadores e não é nossa filosofia para vitória.



 A nossa luta é contra as injustiças sociais, as assimetrias, as violações dos direitos humanos, o nepotismo, as humilhações porque passa o nosso povo, a expropriação da terra, a falta de liberdade de expressão, os assassinatos e outros males, esse esforço é conjugado com outras forças políticas da sociedade Angolana e a da Lunda Tchokwe no geral.



A nossa luta é que o Presidente José Eduardo dos Santos e o MPLA, promovam o “DIALOGO”, é assim que assistimos nos últimos meses de 2014 e de forma civilizada na Escócia no Reino Unido e na Catalunha no Reino da Espanha.




Aqueles altos dirigentes do movimento do Protectorado Lunda Tchokwe na Lunda Sul, visitaram variam aldeia e conversaram amenamente com as populações; Xacassau uma Comuna potencial em diamantes, mas a miséria e a extrema pobreza fazem morada.



Ezequiel Muacumbi, informou nos que visitaram um casal, a situação do mesmo é miserável; o senhor Loloji Muacanhica, aparentemente 40 anos de idade, a mulher Luísa Sapalo, nos 30 anos de idade, pais de 4 filhos, todos rapazes entre os 7 á 19 anos de idade, não estudaram e nem irão porque não tiveram essa oportunidade na aldeia por falta de escola; vivem numa cubata coberta de capim, 15 metros quadrados, sem quarto nem sala, onde esta cama ao lado a fogueira, duas panelas, três pratos de alumínio e duas cabaças para água, um banquinho de pele de animal que serve de cadeira; ele mesmo Loloji de camisa rasgada, branco que já se tornou castanho preto, na cama tinha um cobertor e uma esteira feita de “jungo”, costumes locais, não tem se quer alguma identificação, ele, a mulher e os filhos.



Chama atenção o facto do senhor Loloji reconhecer que ele faz parte da dinastia do Muatchissengue Watembo, da família real e nobreza de Xacassau, uma terra rica, de gente humilde, simpática, que sofre na carne e osso os desgostos dos 39 anos da independência de Angola e da dependência da Lunda Tchokwe.



A concluir a missão realizaram um semanário de sensibilização e Mobilização com esclarecimento a historia da Nação Lunda Tchokwe e a luta pacifica para a AUTONOMIA LUNDA TCHOKWE.



Por Ngongo Manuel em Saurimo







MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE


terça-feira, 18 de Novembro de 2014

MUNÍCIPES DE SAURIMO, NA LUNDA-SUL ATERRORIZADOS COM TANTAS MORTES

MUNÍCIPES DE SAURIMO, NA LUNDA-SUL ATERRORIZADOS COM TANTAS MORTES




Entre as cidades de Menongue, Luena e Dundo, a cidade de Saurimo é a que maior índice de mortalidade apresenta, com registos que vão entre 10 á 20 óbitos por dia, no circuito oficial do Hospital Provincial da Lunda – Sul.



As causas principais das mortes que esta assustar os munícipes de Saurimo, são doenças palúdicas, doenças diarreicas, acidentes de viação, problemas de tensão arterial, que é muitas vezes confundida com feitiçaria, não se trata do “Ebola” ou algum outro vírus de momento, mas a situação em si é preocupante.



O Hospital provincial carece de técnicos nesta área, para além da falta de medicamentos e espaço para o internamento de pacientes.



O Governo Angolano realizou no passado mês de Maio o censo da população e Habitação, os resultados divulgados dizem que temos pouca população, razão suficiente para que as condições sociais estejam criadas. Não existe preocupação do Governo Angolano com as populações na Lunda Tchokwe.



Em toda a região do território Lunda Tchokwe (Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte) não existe um único Hospital de referência, com equipamentos tecnológicos capazes de fazer diagnósticos a uma serie de doenças, com médicos a altura das exigências em pleno século XXI.



Os serviços centrais de vigilância das endemias, deveria se preocupar em enviar equipas técnicas especializadas a Lunda-Sul para verificar o que na realidade se esta a passar.




Sua Majestade Rei Muatchissengue Watembos em conversa com o repórter do Blog do Protectorado Lunda tchokwe, disse haver um surdo que esta a dizimar as populações em Saurimo, uma cidade que era pequena, hoje cresceu assustadoramente com gente vinda dos vários municípios desde o Cuando Cubango ao Dundo, para além de compatriotas vindos da RDC e Zâmbia que fixaram definitivamente.



Um estudante da Universidade Lueji Akonda, pediu para não identificar publicamente o seu nome, disse que Saurimo esta a dar medo para viver, “as pessoas estão a morrer como animais, e não há registo de que a senhora Governadora Cândida Narciso, como responsável máximo, venha ao público e tentar explicar o que se esta a passar”, na sua opinião, deve haver algum vírus que esta assolar a região.



Não é normal o que esta a passar em Saurimo, trata-se de mortes a todos os níveis; crianças, velhos, jovens, mulheres, homens aparentemente com saúde, no dia seguinte já se foi.



A rádio, a televisão e os jornais devem fazer eco esta situação bastante preocupante para se chamar atenção o governo e o Ministério da Saúde a rever as suas politicas de saúde para com a população na Lunda-Sul nos seus 4 municípios; Muconda, Cacolo, Dala e a cidade de Saurimo.



Os verdadeiros inimigos da saúde das populações da Lunda – Sul é a falta de água potável, a falta de emprego, a falta de cuidados materno infantis, a educação de baixa qualidade e educação sanitária, a fome, a miséria e a pobreza extrema, falta de preocupação das entidades competentes associado a ignorância e o obscurantismo criado pelo governo angolano para poder colonizar a Lunda Tchokwe no geral.



Em última instância, existe razões suficiente da Autonomia da Lunda Tchokwe, para dotar a região com capacidade de mobilizar fundos ao desenvolvimento, criar orçamentos específicos para a saúde das populações como uma prioridades das prioridades.



Vamos voltar ao assunto nas próximas edições.


Por Ngongo Manuel em Saurimo.



segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

MPLA NA LUNDA-SUL EM CAMPANHA CONTRA AS ACÇÕES MOBILIZATIVAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO

MPLA NA LUNDA-SUL EM CAMPANHA CONTRA AS ACÇÕES MOBILIZATIVAS DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO




 A 1.ª Secretaria do MPLA e Governadora da Lunda Sul, Cândida Narciso, com orientações superiores do Presidente do Partido e Chefe do Executivo José Eduardo dos Santos, tem estado a se envolver numa campanha inglória com as autoridades do Poder Tradicional, advertindo-os de não aceitarem o movimento reivindicativo da Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, oferecendo para o efeito, Casas, Motorizadas e Viaturas em certos casos;



A Governadora, chega mesmo a prostrar-se diante das Autoridades do Poder Tradicional para o ajudarem a combater o movimento, solícita destes pronunciamentos públicos via Rádio ou jornal de Angola; o que a mesma não sabe, é que o povo Lunda Tchokwe, recebe qualquer oferta, vinda do MPLA, da UNITA, PRS ou da CASA-CE, eles, os nossos avós, tios nas vestes do Poder Tradicional jamais irão trair os seus próprios filhos; isto é impossível.



O Povo Lunda Tchokwe esta a construir a mais importante das mudanças: a mudança da consciência, por causa do sofrimento e da colonização.



Por isso, o regime ditatorial pode usar a Televisão um meio potente, a rádio e o Jornal de Angola para tentar manipular a opinião pública nacional e internacional, contra os factos os argumentos falaciosa não vingam.



A Governadora do ditador José Eduardo dos Santos, recorre todos os municípios e comunas da Lunda Sul; Muconda, Dala, Cacolo, com o objectivo de mobilizar as autoridades do Poder tradicionais, não aderirem ao movimento, estes por sua vez comunicam as instâncias do Movimento de que a Governadora lhes pediu; isso ou aquilo.



O Movimento reclama o direito legítimo, transcendental e divino do Povo da Nação Lunda Tchokwe, tal igual o povo Escocês, Irlanda do Norte e o Pais de Gales no REINO UNIDO da Inglaterra, para o efeito, o Presidente José Eduardo dos Santos deve sim, promover o “DIALOGO”, tudo isso depende do seu pronunciamento, conforme foi discutido no dia 3 de Novembro na 10ª Comissão da Assembleia Nacional de Angola.



É neste contexto histórico de luta por princípios e valores éticos e políticos, que o MPLA e o seu Presidente deveriam encarar a questão Lunda Tchokwe, fomos convocados pela 10.ª Comissão da Assembleia Nacional, não hesitamos, com todos os riscos de segurança, estivemos presente, a vontade do nosso povo é o diálogo que o Presidente José Eduardo dos Santos foge.



É medo de perder o poder sobre os diamantes da LUNDA TCHOKWE?



José Eduardo dos Santos, na sua qualidade de Presidente da Republica, deve procurar soluções de diálogo e debate aberto e transparente sobre qualquer situação de conflitualidade que acontecer no vasto território, não deveria ser ele o primeiro a recorrer a acções baixas, mobilizando um simples regedores que não entende nada sobre processos políticos e Jurídicos, no caso vertente, Protectorado Lunda Tchokwe.



José Eduardo dos Santos, com a experiência que acumulou dos 39 anos no poder em Angola, viu o desmoronar da antiga URSS, assistiu a união da antiga Alemanha com a ex-RDA, viu a separação da CHECOSLOVAQUIA, testemunhou em pouco tempo o fim do chamado países Comunistas do Leste da EUROPA e o fim do Socialismo, a China explodiu e tornou-se praticamente na 2.ª Economia Mundial, Cuba fazendo reformas estruturais que o PCC nunca permitiu, o desaparecimento do Pacto de Varsóvia, o fim da ditadura na Líbia, Tunísia, Egipto, o KOSOVO proclamou independência, o Sudão Sul formou-se por referendo, a Síria, Iraq e os conflitos intermináveis do chamado corredor dos grandes Lagos em cuja Presidência esta sob seus ombros, o BOKO HARAM na Nigéria vai ganhando terreno, mas sobretudo deixando o farto pesado com balanço negativo, as vidas humanas inocentes, por falta de debate, do dialogo, o Presidente dos Camaradas viu cair Mubuto, Kadafi, e outros ditadores.



Por fim em Africa CAMPAORE caiu de noite para o dia, o fim da ditadura na BURKINA FASO pela vontade expressa do povo.



Fidel Castro ensinou que, “Quando um povo chora, a tirania treme”, esta máxima é universal; Fidel Castro um grande revolucionário Cubano dos nossos tempos, reconheceu que um inimigo era mais do que mil amigos, por isso não se deve subestimar o inimigo ou adversários políticos.



O seu auxiliar, o Ministro da defesa de Angola, João Lourenço, finalmente reconheceu que Cabinda inspira cuidados militares, que os militares estacionados em Cabinda devem estar em prontidão, porque no terreno a guerra continua, porque mentir a comunidade internacional que em Cabinda há estabilidade politico militar?



A Nação Lunda Tchokwe quer PAZ, LIBERDADE e DEMOCRACIA, a confrontação deve ser um debate de ideias para o desenvolvimento nos limites da lei e do respeito pela coisa alheia; o nosso povo aprendeu desde muito cedo com a dor, com o sofrimento, com as perdas e descobriu o que o regime ditatorial não quer ouvir; não queremos guerra entre Lunda Tchokwe e Angola; não queremos mais miséria, não queremos mais ignorância do povo; não queremos doenças; não queremos mais abusos de poder na nossa amada e adorada Lunda Tchokwe; não queremos mais a dilapidação dos recursos naturais para fazerem milionários estrangeiros em detrimento do nosso povo; não queremos governo pelo arbítrio; não queremos o poder autoritário e ditatorial de Luanda.



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, vai continuar a sua marcha triunfal, rumo a AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE,  a manipulação propagandística do poder autoritário e ditatorial de Luanda não ira mais nos intimidar, quando mais nos apertar mais fortes e unidos nos tornamos com o nosso povo.



O Presidente José Eduardo dos Santos e o MPLA não precisam de comportamentos mesquinhos para combater o movimento do protectorado Lunda Tchokwe; a Autoridade do Poder tradicional, ela não pertence a nenhum Partido Politico ou organização da Sociedade Civil, ela é o pai que tem muitos filhos, não importando o comportamento de cada um, mas recebe todos na mesma medida.



Os caminhos para a AUTONOMIA da Nação Lunda Tchokwe não são simples de compreender, é uma obra da vontade do povo, mas também uma obra do tempo que vai amadurecer o processo, é uma obra da razão como também uma obra dos costumes, dos valores e das tradições do povo Tchokwe no seu espirito de justiça por via de igualdade em diferença entre as Nações Ndongo, Bacongo, Bailundo e Kwanhama.



Não temos medo do combate do Presidente José Eduardo dos Santos e do MPLA contra o movimento do Protectorado, desde que esse combate seja coerente com o espirito de dialogo aberto, um debate corajoso, pluralismo politico e cultural à historia.




Aos senhores governadores Higinio Carneiro do Cuando Cubango, Ernesto dos Santos Liberdade do Moxico, Cândida Narciso da Lunda Sul e Ernesto Muangala da Lunda Norte, Representantes e Embaixadores do regime ditatorial de Luanda na Lunda Tchokwe, há muito que deixaram de fazer campanhas contra a oposição política angolana, concentraram as suas armas contra o movimento do Protectorado, manipulando o povo inocente.


domingo, 16 de Novembro de 2014

MORREU JOAQUIM ICUMA MUAFUMBA EX-MINISTRO DO COMÉRCIO NO GURN


MORREU JOAQUIM ICUMA MUAFUMBA EX-MINISTRO DO COMÉRCIO NO GURN



Faleceu às 03:00 horas da madrugada do dia 15, por doença (Cirrose hepática), em Luanda, o político Joaquim Icuma Muafumba “Quiny”, antigo ministro do Comércio, indicado pela UNITA no extinto Governo de Unidade e  Reconciliação Nacional de Angola (GURN).


Joaquim Icuma Muafumba nasceu a 1 de Janeiro de 1957 no então distrito Regional da Lunda, sob Protectorado Português de 1885 – 1975, ingressou no Ministério do Comércio em 1977.


Era licenciado em Administração e Gestão de Empresas na Alemanha.


Já exerceu a função de Inspector do Comércio, director comercial da delegação do Comércio na Huíla, técnico superior de segunda classe do departamento de planeamento e Coordenação do Instituto de Estradas de Angola (INEA).


De acordo com dados mais extensos sobre a sua trajectória, o malogrado Muafumba Icuma foi um quadro que aderiu a UNITA,   no ano de 1974.


 O ex- ministro renunciou a UNITA para aderir a CASA-CE de Abel Chivukuvuku, onde se tornou membro do Conselho Deliberativo Nacional,   membro do Conselho Presidencial da  referida coligação e Acompanhante para a província do Moxico.



Joaquim Icuma Muafumba, nosso compatriota, nosso irmão que a sua alma descanse em PAZ.

sábado, 15 de Novembro de 2014

Presidência angolana do Processo Kimberley denunciada na Lunda Tchokwe

Presidência angolana do Processo Kimberley denunciada na Lunda Tchokwe

Por João Matos Jornalista da RFI



O nosso Convidado é José Mateus "Zeca Mutchima", Presidente do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, em Angola, com quem vamos analisar a presidência angolana do Processo Kimberley.


No momento em que Angola, assumiu, esta sexta feira, 14 de novembro, em Guangzhou, na China, a presidência do Processo Kimberley, organismo internacional de certificação de diamantes, o líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, afirma não compreender, a decisão da comunidade internacional:


" (...) Um governo que tem problemas ligados a questões de violação dos direitos humanos, que tem problemas ligados aos diamantes do sangue, e de repente, a comunidade internacional, conceda a Angola, a presidência do Processo Kimberly, estamos a perpetuar o sofrimento dos angolanos, onde se inclui, também, o povo Lunda Tchokwe (...)"


"Gostaria de convidar as Nações Unidas a visitar as Lundas [...] Porque é que não se realiza conferências internacionais dentro das Lundas, para se conhecer as desgraças do povo da Lunda Tchokwe, onde se explora tantos diamantes e que vende quase 90 por cento dos diamantes de Angola?" 


Seguir a entrevista no link abaixo:



FALECEU NACIONALISTA ANGOLANO AFONSO VAN-DUNEM MBINDA MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA E ANTIGO GUERRILHEIRO DA LUTA DE LIBERTAÇÃO

FALECEU NACIONALISTA ANGOLANO AFONSO VAN-DUNEM MBINDA MEMBRO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA E ANTIGO GUERRILHEIRO DA LUTA DE LIBERTAÇÃO





Faleceu Nacionalista e Deputado Afonso Van-Dunen M’Binda, a sua morte correu na manhã do dia 14 de Novembro de 2014, por motivo de doença.



O Deputado Van-Dunen M’Binda, é a casta dos antigos guerrilheiros da luta de libertação contra o jugo colonial de Portugal, destemido membro do BUREAU POLITICO DO MPLA, soube ser coerente com os princípios em que sempre acreditou e, com a sua determinação, colocou a sua pedra no edifício da paz, da reconciliação e do desenvolvimento de Angola.



Que a sua alma descanse em PAZ…