quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

MINISTRO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS RECEBE RELATORIO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO SOBRE ASSASSINATOS IMPUNES DOS ULTIMOS 5 ANOS NA LUNDA TCHOKWE

MINISTRO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS RECEBE RELATORIO DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO SOBRE ASSASSINATOS IMPUNES DOS ULTIMOS 5 ANOS NA LUNDA TCHOKWE



Em Agosto do corrente ano, o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, escreveu uma carta aos órgãos de soberania da Republica de Angola; Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos e a 10ª Comissão da Assembleia Nacional, sugerindo a criação de uma “Comissão Multisectorial, para a investigação e consequente tomada de medidas punitivas, contra entidades e instituições que se envolveram e continuam a semear morte gratuitas dos últimos 5 anos no território da Nação Lunda Tchokwe”.


A justiça retarda, mas é justiça, é dura, mas deve se cumprir…


Para ajudar os órgãos competentes, o Núcleo de Estudo da Violência do Secretariado dos Direitos Fundamentais e Humanos do Movimento do Protectorado, que reivindica a Autonomia, um direito legitimo histórico-natural do povo Lunda Tchokwe, tem vindo arduamente a trabalhar na recolha de dados e informações das vitimas, cujo relatório hoje foi entregue ao Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos e a 10ª Comissão da Assembleia Nacional, é um trabalho não acabado mas que necessário nesta fase.


É uma recolha dura e complexa, que exige muita entrega e paciência, devido as dificuldades, testemunhas oculares ausentes, nomes próprio, origem das vítimas, nacionalidade, etc, cujo tempo é outro factor das dificuldades 2005 – 2014.


A nossa luta vai continuar até a instauração da AUTONOMIA da Nação Lunda Tchokwe que é a principal luta do Movimento.



ONGs e GOVERNO COM LEITURAS DIFERENTES SOBRE DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA

ONGs e GOVERNO COM LEITURAS DIFERENTES SOBRE DIREITOS HUMANOS EM ANGOLA


 Fonte VOA ANGOLA


Relatório diz que violações continuam, mas Executivo afirma que só não vê progresso quem não quer.


Organizações não governamentais (ONG) e o Governo continuam a ter opiniões diferentes sobre a situação dos direitos humanos em Angola.


O grupo de Monitoria de Direitos Humanos, que engloba 15  organizações que trabalham na área dos direitos humanos, considerou num relatório de 10 temas que a situação sobre a observância dos direitos humanos em Angola tem conhecido retrocessos.


Ao falar em nome do grupo, Emilio Manuel, da Open Society, uma das organizações subscritoras do relatório, avançou á VOA que o Executivo hostiliza as organizações que trabalham na área dos direitos humanos.


"Existe hostilidade, pressões por parte do Estado angolano em conotar as associações de direitos humanos como sendo contra o Governo, o que não corresponde a verdade", disse o activista que considerou  que continuam a registar-se no país "prisões, detenções arbitrárias e torturas de cidadãos”.


A actuação do Governo nas demolições de casas de cidadãos é outro motivo que mancha o cenário de direitos humanos em Angola.


As organizações mostraram também alguns indicadores sobre saúde e educação que confirmam violações aos direitos humanos.


Uma visão completamente diferente tem o executivo. Antonio Bento Bembe,  secretário para os Direitos Humanos, pensa que aquelas organizações não governamentais têm uma forma equivocada de ver o assunto.


"Há determinadas organizações que tiram conclusões apressadas sobre os acontecimentos, sem analisar a realidade dos factos, para compreender melhor determinados acontecimentos", disse.


Para Bento Bembe só não vê os progressos alcançados pelo país nesta matéria quem não quer: "Hoje, a realidade em Angola sobre Direitos Humanos é outra”.



“Há avanços nas políticas do Executivo e os progressos são visíveis", concluiu o secretário de Estado Bento Bembe.


ANGOLA: CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU LEGITIMA ARBITRARIEDADE DO REGIME

ANGOLA: CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU LEGITIMA ARBITRARIEDADE DO REGIME


Folha 8, 18 Outubro 2014


Angola foi eleita para o Conselho de Seguran­ça da ONU por 190 votos em 195 possíveis. Juntam-se­-lhe Venezuela, Malásia e Nova Zelândia. Agora nin­guém vai calar os arautos do regime que, por sinal, já se esqueceram que o Pre­sidente da República disse que a “democracia nos foi imposta”.


Luanda irá passar a ocupar a partir de 2015 o assento africano no Conselho de Segurança da ONU, em substituição do Ruanda.


A eleição de Angola foi decidida no 25º plenário da Assembleia-Geral das Na­ções Unidas, que esteve reunido para escolher os cinco países (o quinto será a Espanha ou a Turquia) que irão ocupar no biénio 2015-2016 os lugares dei­xados vagos pelo Ruanda, Argentina, Luxemburgo, Austrália e Coreia do Sul, que terminam em 2014 os seus mandatos.


A eleição de Angola - que contou com o apoio de Portugal e do Brasil - não foi uma surpresa, uma vez que o país era o único concorrente ao lugar des­tinado a África. De modo semelhante, a Venezuela ocupou sem oposição o lugar para a América La­tina e Caraíbas, enquanto a Malásia não tinha rivais para o assento da Ásia­-Pacífico.


O ministro angolano dos Negócios Estrangeiros, George Chicoty, afirmou já que esta eleição aumen­ta a visibilidade política do país, o qual pode agora contribuir para o Conse­lho com a sua “experiência em resolução de conflitos” e com a sua “liderança regional”. Chicoty disse ainda que o governo an­golano vai aproveitar para “convencer a comunidade internacional sobre a tran­sição democrática que o país tem vindo a efectuar”.


A partir de agora, como já disse o ministro George Chicoty, o regime ango­lano vai embandeirar em arco, como se a sua elei­ção significasse de facto o reconhecimento de que o país está a fazer a “tran­sição democrática”. Por alguma razão o Presiden­te da República diz que a “democracia foi imposta” a Angola.


Recorde-se que, por exem­plo, o presidente da UNI­TA afirma que o país está a “saque” e que a comuni­dade internacional apoiou a candidatura angolana a membro do Conselho de Segurança da ONU por interesse económico. “An­gola virou uma ‘menina bonita’ para muitos países. Os estrangeiros já se aper­ceberam que o país está a saque e quem o saqueia são os próprios governan­tes. Então, fazem fila para que cada um possa entrar aqui e debicar também o seu bocado”, acusa Isaías Samakuva.


Quando falava na abertura da IV reunião da Comis­são Política da UNITA, Samakuva foi peremptório ao dizer que os “estran­geiros” aprenderam que “tudo o que precisam fazer é dizer que sua excelên­cia o Presidente angolano José Eduardo dos Santos é um grande estadista”.


E explicou as razões: “Que a sua governação é a me­lhor do mundo. E que tudo farão para apoiar a candi­datura de Angola ao Con­selho de Segurança das Nações Unidas. É tudo quanto precisam dizer para receberem chorudos contratos sem concurso e sobre-facturar milhões, enviar tais dinheiros para os paraísos fiscais e não pagarem impostos nem em Angola, nem nos seus países”.


Do ponto de vista do nos­so embaixador em Por­tugal, Marcos Barrica, “um dos problemas que ocorre em África, nos dias de hoje, é a instabilidade político-militar em alguns países, sobretudo na re­gião dos Grandes Lagos [que abrange países como Moçambique, Quénia ou República Democrática do Congo]”, sendo que “Angola tem alguma ex­periência na resolução desses conflitos e este foi um argumento importante que Angola levou ao Con­selho de Segurança e, por via disso, poder participar e contribuir na resolução dos conflitos, onde o papel das Nações Unidas deve recair”.


O embaixador disse ainda que a candidatura tinha “quatro eixos fundamen­tais: paz, segurança, es­tabilidade e desenvolvi­mento” e “foi alicerçada na experiência do país na resolução de conflitos, so­bretudo na região austral, onde está situada, assim como na habilidade de construir ambientes de paz e de reconciliação en­tre partes desavindas”.


O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem 15 membros, dos quais 10 são eleitos rotativamente para mandatos de dois anos. Os restantes são as grandes potências que venceram a Segunda Guerra Mundial em 1945 (EUA, Rússia, Rei­no Unido, França e China) que detém o estatuto de Membros Permanentes, com lugar garantido e di­reito de veto sobre todas as decisões do Conselho.


O Conselho de Seguran­ça da ONU é um órgão cujo mandato é zelar pela  manutenção da paz e da segurança internacional. É o único órgão do siste­ma internacional capaz de adoptar decisões obrigató­rias para todos os Estados­-membros, podendo inclu­sive autorizar intervenção militar para garantir a exe­cução de suas resoluções. O Conselho é conhecido também por autorizar o desdobramento de ope­rações de manutenção da paz e missões políticas es­peciais.


Uma resolução do Conse­lho de Segurança é apro­vada se tiver maioria de 9 dos quinze membros, in­clusive os cinco membros permanentes. Um voto negativo de um membro permanente configura um veto à resolução. A abs­tenção de um membro temporário não configura veto.


O Conselho de Seguran­ça manifesta-se também, em ordem decrescente de formalidade, por meio de declarações presidenciais que têm de ser adoptadas por consenso.


Outros documentos im­portantes do Conselho são as notas presidenciais e as cartas do Presidente ao Secretário-Geral das Nações Unidas. Circulam como documentos oficiais do Conselho de Segurança também as notas verbais e cartas das missões per­manentes junto da ONU endereçadas ao Presiden­te do Conselho, cartas do Secretário-Geral ao Presidente e relatórios do Secretário-Geral ao Con­selho e cartas dos presi­dentes de órgãos subsidiá­rios ao Presidente.


O Artigo. 27 da Carta das Nações Unidas permite que os membros perma­nentes possam usar o seu direito de veto, podendo assim bloquear as deci­sões do Conselho de Segu­rança, mesmo que nas vo­tações o número mínimo de 9 votos favoráveis em 15 possíveis seja atingido. Os casos de veto já apli­cados foram distribuídos pela República Popular da China (5), França (18), URSS/Federação Russa (122), Reino Unido (32) e EUA (79).



segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

VISÃO EM DEMOCRACIA E O ETNOCENTRISMO DO DITADOR ANGOLANO JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE

VISÃO EM DEMOCRACIA E O ETNOCENTRISMO DO DITADOR ANGOLANO JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS SOBRE A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE




A democracia consiste no facto de que, todas pessoas de todos estratos sociais têm a liberdade de se realizar e de projectar livremente as íntimas aspirações de cada um.



A democracia moderna é como uma imensidão do oceano na qual afluem os cursos de águas de diversas fontes do planeta terra, sem distinguir as origens, a composição e a natureza. Ela constitui um ponto de convergência dos valores divergentes, dos quais encontram o espaço de coexistência pacífica, de concórdia e de convivência sem excluir e sem ferir susceptibilidades de cada componente integrante.



A democracia é um fenómeno que está impregnado de normas e princípios fundamentais, sobre os quais repousam os valores sagrados que liberta o Homem dos factores negativos.



São os Valores que identificam e movem as Causas dos Povos, das Nações e dos Estados. A identidade e a lealdade política assentam nos valores sublimes que reflectem a justeza e a nobreza de uma Causa. A Nação Lunda Tchokwe é independente, nada tem a ver com a Província ultramarina Portuguesa de Angola.



Duvidas? Eis o desafio ao MPLA e o seu ditador o cidadão africano José Eduardo dos Santos, Cabeça de lista de seu Partido nas últimas eleições de 2012 e deputado a Assembleia Nacional de Angola, onde nunca chegou a tomar posse,  de forma aberta, público e transparente com a presença de Portugal, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido da Inglaterra e do Vaticano, da ONU, União Africana e da União Europeia, para o MPLA defender a pertença da Lunda Tchokwe a Angola.



É esta causa e esses valores sublimes que o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe luta para os alcançar; a Democracia, o Progresso, a Justiça e Igualdade Social e Politica como direito legitima do povo Tchokwe, para além do seu direito histórico-natural e divino ou transcendental, o DEUS.



O etnocentrismo é uma atitude baseada na convicção de que o Povo a que pertence, com as suas crenças, tradições e valores, é um modelo a que tudo deve referir-se. No sentido mais lato, o etnocentrismo pode igualmente ser comparado com o tribalismo que MUITA GENTE tenta imputar ao Movimento do Protectorado que defende a AUTONOMIA DA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE ou com o chauvinismo.



Este fenómeno, na era contemporânea, tem sido um dos factores principais de instabilidades sociopolíticas no seio das Comunidades – de diferentes Povos, sobretudo em África; a RDC, RCA e guisas o médio Oriente com o estado Islâmico ou BOKO HARAM na Nigéria ou na Ucrânia.



O etnocentrismo é um fenómeno muito sensível e prejudicial à qualquer Sociedade onde ele se manifestar ou onde seus dirigentes tentam a todo custo implantar este tipo de atitudes, valorizando um grupo de uma etnia em relação as outras, tendências que em Angola podem ser perigosos, pois o ditador tenta a todo o custo implantar o etnocentrismo, e pensa que por essa via ira conquistar os seus desejos; os de criar uma “MONARQUIA ABSOLUTO” com a conivência da ONU.



Em África, isso torna-se mais crítico. Pois, os nossos Estados actuais emergiram, de forma arbitrária, da junção de diversas Nações soberanas numa Jurisdição de um determinado Poder Colonial, o fraco de Portugal que não seguiu seguir o exemplo da Espanha na América Latina. Por causa da sua fraqueza Portugal perdeu respeito no mundo Africano.



O processo da construção de um Estado/Nação, na configuração actual, deve obedecer ao princípio do gradualismo, e contar com todas as forças vivas no terreno. Passando por várias etapas da consciencialização, da integração, da harmonização e da consolidação da identidade nacional de todos os Povos integrantes.



Para Angola, esses povos integrantes; são o Bacongo, o Lunda Tchokwe, o Ndongo, o Kwanhama ou reino de Benguela ou Bailundo.



Não se trata de um processo meramente mecânico como o MPLA tem feito entender na sua teorização, segundo a qual Angola é: “Um só Povo; Uma só Nação”, esquecendo-se que esta junção de vários povos e reinos, varias culturas e costumes, ao lhes aplicar esta máxima ofende e desarticula a essência de juntos vivermos em harmonia, o que pode provocar a breve trecho problemas intestinais de difícil solução.



Angola não é um só povo; Bacongo, não é Quimbundo, Kuanhama, não Tchokwe nem é Bailundo, logo a teoria colonizadora do ditador José Eduardo dos Santos/MPLA confundiu a opinião dos menos esclarecidos nacionais da Nação Ibinda, Nação Ndongo, Nação Tchokwe, Nação Kuanhama e Nação Benguela.



Na verdade, Angola é vários povos, e varias Nações, que não são obrigadas a viver o jugo colonial do ditador JES/MPLA, que não estão mais dispostas a serem saqueadas pelos novos colonos africanos.



A Lunda Tchokwe é uma Nação Independente, reconhecida pelas potencias que estiveram na conferencia de Berlim 1884-1885, usurpada pelo MPLA desde 1975…temos o direito de lutar até a nossa liberdade, e formarmos o nosso próprio Governo, o governo dos filhos Ambuelas, Luimbis, Nganguelas, Mbundas, Luchazes, Dembos, Tchokwes, Lundas, Bangalas etc.. Que é o mosaico etnolinguístico secular dos povos da Nação Tchokwe.



O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe rejeita qualquer discriminação e preconceito por quaisquer razões.



Empenha-se pela superação das desigualdades sociais e pela afirmação plena das oportunidades iguais para todos. Reafirma a validade da Declaração Universal dos Direitos Humanos, defendendo resoluções pacíficas para conflitos mundiais, a autodeterminação dos povos junto da ONU e de outros fóruns e instituições internacionais.



Como humanos estamos dispostos a sacrificar até a nossa própria vida, como na Palestina, no Sahara, na Bolívia, em Cuba de Castro, Mongólia, Sudão, Cabinda, Correia do Sul ou outra latitude universal.




QUEREMOS A NOSSA LIBERDADE!..TRADUZIDA EM AUTONOMIA, não queremos estatutos especiais!




Entrevista de Zecamutchima a Radio Angola sem fronteiras




http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2014/10/17/entrevista-com-o-presidente-do-movimento-do-protectorado-eng-zecamutchima

CIDADÃO NACIONAL LUNDA TCHOKWE É ASSASSINATO E A POLICIA NO CAFUNFO DIZ QUE MALOGRADO MORREU PORQUE ERA DOENTE

CIDADÃO NACIONAL LUNDA TCHOKWE É ASSASSINATO E A POLICIA NO CAFUNFO DIZ QUE MALOGRADO MORREU PORQUE ERA DOENTE





Luciano Nelson Luciano, foi encontrado este domingo de 19 de Outubro, sem vida com fortes sinais de torturas e posto no saco de plástico, estendido na rua principal do Comptuario do cidadão estrangeiro RABIE em Cafunfo.



O malogrado tinha 18 anos de idade, filho de Nelson Luciano e de Filomena José, ambos naturais do Município de Cuilo, são residente no Cafunfo há muitos anos.



O pai do malogrado, informou aos órgãos de ordem e segurança, para imediatamente procederem com investigações sobre mais um assassinato, ao que a Policia respondeu, que ele era um doente e tinha mesmo que morrer.



Como qualquer pai, neste mundo, deve proteger o que seu, reclamou diante dos agentes de investigação da DPIC Lunda-Norte, o que lhe valeu chapadas e pontapés e ainda ameaçado para cadeia se continuasse a exigir averiguações dos autores materiais da ocorrência.



Presume-se que o malogrado terá sido vítima de assassinato por parte dos Agentes da Policia de Cafunfo, isso explica o comportamento desumano destes cidadãos ao serviço do ditador Angolano José Eduardo dos Santos.



A família inconsolado tenta aperceber-se do comportamento dos agentes da polícia que no lugar do filho morto, ainda recebe chapadas e pontapés da parte dos órgãos do estado angolano, quem devia ser o principal interessado para esclarecer este tipo de actos bárbaros.



Quem matou o malogrado e o colocou no saco? Um doente morre com sinais de torturas e ainda ele, cadáver enfia-se num saco em plena rua? Milagres do século XXI…



Portugueses sempre respeitaram a dignidade do povo Lunda Tchokwe, porque somos tratados com indiferença pelos nossos irmãos Angolanos, na qualidade de ambos sermos Africanos?..




domingo, 19 de Outubro de 2014

Rádio Angola: Entrevistou presidente do Protectorado Lunda Tchokwe

Rádio Angola: Entrevistou presidente do Protectorado Lunda Tchokwe



A Rádio Angola teve o privilégio de entrevistar o Presidente do Movimento do Protectorado Eng.º Zecamutchima-Lunda Tchokwe.Entrevista conduzida por Serafim de Oliveir O nosso interlocutor partilha connosco as suas experiências como o movimento luta pela autonomia através de uma campanha nacional e internacioal. 



Zecamutchima fala também de graves violações de direitos humanos nas Lundas e acusa as autoridades angolanas e as empresas privadas de segurança ao serviço das companhias diamantíferas de promover um "terrorismo de estado."



Clique no link para ouvir a entrevista: http://www.blogtalkradio.com/…/entrevista-com-o-presidente-…



Os nossos ouvitem podem também participar em directo no programa via Skype ou telefonar para 011(914) 338-0378 escolhendo a opção 1. As perguntas e sugestões podem ser enviadas para info@friendsofangola.org.




A Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of Angola.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

AUTORIDADE DO PODER TRADICIONAL LUNDA TCHOKWE REIVINDICA AUTONOMIA

AUTORIDADE DO PODER TRADICIONAL LUNDA TCHOKWE REIVINDICA AUTONOMIA



Vice-presidente do Movimento do Protectorado das Lundas diz que o problema em Angola não é só Cabinda.



O Movimento do Protectorado das Lundas insiste em reivindicar autonomia para a região. O soba e vice-presidente do movimento Mário Katapi diz que esta é a única maneira para libertar os Lundas do sofrimento em que se encontram mergulhados.



AUTONOMIA PARA AS LUNDAS



Katapi, falando  à VOA,  lançou dois desafios aos dois maiores partidos políticos do país: a autoridade tradicional das Lundas reivindica uma autonomia para os povos Lundas.



"É sabido que a nível de África um dos maiores impérios é a Lunda e é esse império que o Movimento do Protectorado está a reivindicar, não é uma coisa nova, o regime nos vê como inimigos mas nós só estamos a defender um direito nosso, a autonomia do povo Lunda", defende Katapi.



A autonomia é para o Movimento a única via para resolução dos problemas da região.



"Aqui nas Lundas não existem escolas, as que existem não têm professores, não existem hospitais, os que existem estão sem medicamentos, muitas coisas de que a região Lunda padece", diz Mário Katapi.



Para o maior partido na oposição a Unita, o soba avisa que nem só de problemas de Cabinda vive Angola. "A própria direcção da Unita só defende Cabinda, os deputados da UNITA só defendem os problemas de Cabinda, eles se esquecem os problemas do dia-a-dia que o povo Lunda sofre".



Da Unita, não tardou uma reacção do presidente do seu grupo parlamentar Raul Danda. "A Unita está com o povo Lunda e as  suas aspirações, este povo que é perseguido e sofre só porque reclama alguma autonomia".




Por parte do MPLA não conseguimos obter nenhuma reacção.


quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

UM RELATÓRIO COM MAIS DE 200 VITIMAS MORTAIS, ASSASSINADOS IMPUNEMENTE NOS ULTIMOS 5 ANOS NA LUNDA TCHOKWE SERÁ ENTREGUE AO GOVERNO ANGOLANO






Uma parte de um relatório com mais de 200 vitimas mortais, assassinados nos últimos 5 anos na Lunda Tchokwe, cujo autores materiais bem identificados, mas que estão impunes, será entregue na próxima semana a 10ª Comissão da Assembleia Nacional e ao Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Drº Rui Jorge Carneiro Mangueira.



O presente relatório surge na sequência da Carta que no passado mês de Agosto, o Movimento do Protectorado endereçou ao Governo Angolano e a Assembleia Nacional, sugerindo a criação de uma “Comissão multidisciplinar para a investigação dos assassinatos impunes ocorridos nos últimos 5 anos no território Lunda Tchokwe”.



Nesta conformidade, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, em resposta, orientou os órgãos competentes para análise e parecer, emitindo dois ofícios N.º 3427/GMJDH/2014 e o N.º 3727/GMJDH/2014 de 13 e 27 de Agosto respectivamente.



Para o efeito, o relatório em causa vai ajudar os órgãos do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos a compreender a dimensão criminosa do porque se deve urgentemente criar as condições de localização dos autores materiais, e a tomada de medidas pertinentes de acordo com a lei penal.



Sabe-se que estes autores materiais, bem identificados, na sua maioria são agentes da Policia Nacional, elementos das Forças Armadas, Policia de guarda fronteira e agentes de empresas de segurança privadas, pertencentes a GENERAIS ANGOLANOS, na região do Cuango, Cafunfo e Loremo, onde a maior parte dos actos aqui narrados tiveram lugar.



Este relatório será distribuído também para o Alto Comissariado da ONU dos Direitos Humanos em cuja conferência de Monitorização de Angola terá lugar dia 29 de Outubro de 2014 em Genebra, Suíça.



O relatório será publicado online para o conhecimento público e na impressa escrita angolana.



O Núcleo de Estudo da Violência do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, através do Secretariado dos Direitos Fundamentais e Humanos, esta a investigar mais de 1000 casos; as dificuldades prendem-se, sobretudo na identificação destas vítimas, seus verdadeiros nomes, origens ou nacionalidades, tratando-se de uma região com presença de gente de diferentes países e províncias de Angola.



A luta do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, é o “Diálogo” com as autoridades de Luanda para uma Autonomia efectiva sem ambiguidades da Nação Lunda Tchokwe, neste capítulo, há um amplo programa de acções desde o politico ao diplomático com vista ao alcance do objectivo, porque milhões de filhos Tchokwe esta empenhada.




SECRETARIADO EXECUTIVO NACIONAL DO
MOVIMENTO DO PROTECTORADO

LUNDA TCHOKWE