sexta-feira, 25 de Julho de 2014

MAIS DE 17 ELEMENTOS MORRERAM ESTA MADRUGADA 25 DE JULHO DE 2014 POR DESLIZAMENTO DE TERRA NO GARIMPO EM CAFUNFO, LUNDA-NORTE


MAIS DE 17 ELEMENTOS MORRERAM ESTA MADRUGADA 25 DE JULHO DE 2014 POR DESLIZAMENTO DE TERRA NO GARIMPO EM CAFUNFO, LUNDA-NORTE
 
Mais de 17 elementos que se encontravam a garimpar no rio Cuango, numa localidade conhecida por Vuca, encontraram a morte por deslizamento de terra.

 

A zona conhecida e possuidora de muitos diamantes, disputada por Altas patentes das FAA e da Policia Nacional, também pelos grupos afectos a família do Presidente José Eduardo dos Santo, com presença massiva de estrangeiros, sobretudo Africanos; Mali, Senegal, Líbano, RDC entre outros, conheceu esta madrugada uma tragédia natural, deslizamento de terra e matou mais de 17 pessoas de várias origens ou nacionalidades.

 

Há vários socorristas em busca de outros possíveis corpos soterrados numa mistura de água, lama e areia, pois, de acordo com testemunhas, havia no local muita gente a garimpar.

 

Por outro lado, populares contactaram o Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe que reivindica a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, para informarem que ontem dia 24 de Julho, por volta das 19 horas, um grupo de elementos das FAA e da Policia Nacional sob Comando de um tal senhor Tenente Zito, abriu tiroteio contra os mesmos garimpeiros que se viram obrigados a garimparem por debaixo da terra em forma de túneis.

 

NOTICIA DA ULTIMA HORA EM ACTUALIZAÇÃO…

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

EDUCAÇÃO E ENSINO VS OS DIREITOS IGUAIS QUE SÃO CONTRAADIADOS PELO REGIME JES/MPLA NA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE


EDUCAÇÃO E ENSINO VS OS DIREITOS IGUAIS QUE SÃO CONTRAADIADOS PELO REGIME JES/MPLA NA NAÇÃO LUNDA TCHOKWE
 
Dizem que Angola esta a desenvolver em todos sectores, vejam as condições escolares em que se encontram as crianças no Município de Caungula, onde a Televisão Publica de Angola tem mostrado spots publicitários ao mundo, em como aquela localidade é um grande exemplo de desenvolvimento na Lunda.

 
Esta escola de pau a pique em Caungula é um facto real, não é um mito ou montagem, ela foi tirada onde dia 22 de Julho de 2014. A Lunda-Norte e sobretudo esta localidade, é uma bacia natural de diamante que representam a 2.º peso no orçamento geral angolano depois do petróleo.
 

Com simples 100.000,00 mil dólares Américanos, valor que custa um TOYOTA VX, e, Angola tem mais de um milhão destas viaturas a circular na sua Capital Luanda, é possível construírem uma escola honesta de 6 salas.
 

 Só com um governo próprio Lunda Tchokwe, poderemos acabar com a miséria, humilhação, falta de emprego, acelerar a educação e o ensino, poderemos sim desenvolver, poderemos ter dignidade, por isso o Movimento do Protectorado, luta para recuperar tudo aquilo que o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, nos negou ao longo dos últimos 40 anos da independência de Angola e da usurpação da Nação Lunda Tchokwe.
 

Governo próprio, autónomo, capaz de investir no povo, numa Lunda Tchokwe mais justa, que respeita os princípios éticos e morais, sem olhar para os interesses de jogos de negócios ou de enriquecimento pessoais, capaz de estancar hemorragias da pobreza extrema e absoluta, capaz de tirar a Nação Lunda Tchokwe do obscurantismo que nos foi imposto.
 

Governo próprio, capaz de lutar reconhecendo, todos por um e um por todos, capaz de defender a igualdade entre os ricos com a mesma medida para com os pobres, capaz de reconhecer o papel preponderante da juventude na sociedade Lunda Tchokwe, criando as condições da criança de hoje que será o homem do amanhã.

 
Governo próprio, do povo e para o povo Lunda Tchokwe, capaz de valorizar o papel da mulher e do idoso, sem importar do lugar, da condição humana, da crença, da condição política, da cor da sua pele, da sua etnia ou raça.
 

Governo próprio, formado pelo profissionalismo, responsabilidade que se reconhece a todos os povos da Nação Lunda Tchokwe, sem sentimentos nepotistas ou maiorias contra minorias.

 
Governo próprio, capaz de defender a escola como o principio do fim, alfa e ómega, que valorize o papel fundamental do professor e do enfermeiro na sociedade Lunda Tchokwe.

 Governo próprio, capaz de defender a escola como um direito fundamental e inalienável do povo Lunda Tchokwe.

 Governo próprio, capaz de escutar a voz do povo, capaz de atender a vontade e proteger quem se manifesta, porque o seu direito foi obstruído pelo seu patrono. Um governo que lutara para a independência do legislador e do poder judiciário da Nação Lunda Tchokwe.

 

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

CASO BESA: PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS VIOLOU A LEI


CASO BESA: PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS VIOLOU A LEI

 
Luanda - Depois de o Governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, ter admitido ao Parlamento angolano existir um "problema" com a carteira de créditos do Banco Espírito Santo [Angola], o jornal Expresso publicou no último fim-de-semana o acto administrativo executório do Presidente José Eduardo dos Santos que autoriza o Ministério das Finanças a emitir a referida garantia.

 

Lei não lhe permite dar garantias acima de dois mil milhões

 

 Trata-se do “Despacho Interno nº 7, de 31 de Dezembro de 2013”, que autoriza o Ministro das Finanças a emitir uma Garantia Autónoma até ao valor de .700.000.000.00 (cinco mil milhões e setecentos milhões de dólares norte americanos) a favor do BESA, que, por sinal, tem a sua sede na Rua I Congresso do MPLA, nº 27.

 
Analistas ouvidos pelo Club-K questionam a motivação do PR para qualificar o Despacho de “Interno”. Entendem que “Todos os actos decisórios do Titular do Poder Executivo são públicos, e devem ser publicados no Diário da República”.

 
De facto, o número 1 do Artigo 125.º da CRA diz isso mesmo: “No exercício das suas competências o Presidente da República emite decretos legislativos presidenciais, decretos legislativos presidenciais provisórios, decretos presidenciais e despachos presidenciais, que são publicados no Diário da República”.

 
Este portal não conseguiu obter cópia do Diário da República onde terá sido publicado tal Despacho Interno que o Jornal Expresso publicou e que nós trazemos ao conhecimento dos nossos leitores. “Se não foi publicado, tal Despacho é ineficaz”, observa o analista, Fernando Nobre.

 
Considera-se que o mais grave, porém, não é a sua (não) publicação. O mais grave é que o Presidente da República violou a Lei no que respeita quer à natureza dos projectos garantidos pelo Estado quer ao limite fixado pelo Parlamento para o Estado conceder tais garantias.

 
Estabelece o artigo 6.º da lei do OGE que “O Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo é autorizado a conceder garantias do Estado a operadores económicos nacionais, no âmbito do desenvolvimento de projectos de significativa importância para a implementação dos objectivos constantes do Instrumento de Planeamento Nacional e do Orçamento Geral do Estado/2014”.

 
Ora, os auditores do BESA relatam que a carteira de créditos mal parados inclui créditos utilizados na construção de imóveis de pessoas físicas, compra de viaturas de luxo, viagens ao exterior, compras em boutiques de luxo, e outras avarias. “São estes os ‘projectos de significativa importância para a implementação dos objectivos constantes do Instrumento de Planeamento Nacional e do Orçamento Geral do Estado/2014’??”, questionou o analista.

 
Ademais, o próprio Banco não consegue apresentar a identidade dos referidos “clientes”. De acordo com Fernando Nobre “Tudo indica que são os mesmos de sempre, a alta burguesia do momento, os ‘novos ricos’, que, afinal, adquiriram tais luxos à custa da nossa miséria.”
 

E quanto ao montante em questão, a lei aprovada pelo Parlamento diz claramente: “O limite para a concessão de garantias pelo Estado é fixado em Kz: 245.000.000.000,00 (Duzentos e quarenta e cinco Biliões de Kwanzas: Ao cambio de Kz.100.00, isto equivale a dois mil milhões quatrocentos e cinquenta milhões de dólares )”.

 
Ora, segundo o Despacho Interno, o PR autorizou um limite diferente: US 5 mil milhões e 700 milhões!

 
Recentemente o Presidente da UNITA Isaias Samakuva, frisou que o Presidente da República deve esclarecer aos angolanos quem são os beneficiários do crédito mal parado que exigiu a garantia da parte do Estado. Ou seja, quando os pobres ficam a dever, os Bancos buscam a protecção dos tribunais e da Polícia, e descontam logo nos salários. Ou tiram os bens das pessoas para pagar a dívida, alguns perdem o emprego e vão mesmo parar à cadeia. Mas quando os ricos ficam a dever, lá vem o Estado intervir utilizando o nosso dinheiro para resgatar os ricos! Esta é uma grande injustiça”!
 

“Se o PR vem oferecer uma “garantia do Estado” para pagar empréstimos privados num valor igual a 200% do valor autorizado por lei, ele está a violar a lei. E não só. Ao chamar “interno” o Despacho que autoriza tal violação da lei, o PR demonstra que está a esconder alguma coisa. O que se pretende ocultar, afinal? E porquê?”, questionou o analista.

CRISTOVÃO HONÓRIO COMANDANTE DA FLEC CAPTURADO NA REPUBLICA DEMOCRATICA DO CONGO


CRISTOVÃO HONÓRIO COMANDANTE DA FLEC CAPTURADO NA REPUBLICA DEMOCRATICA DO CONGO
 

Kinshasa – O Chefe de Estado-maior da FLEC, Cristovão Honório, conhecido como «Comandante Cristo», fiel a Nzita Tiago, foi capturado na capital República Democrática do Congo (RDC), Kinshasa, após denúncia de um familiar.

Fonte: PNN

 


Segundo fonte em Kinshasa a captura do Comandante Cristo ocorreu durante o mês de Abril quando, após várias investidas militares da Forças Armadas Angolanas, o chefe militar da guerrilha cabindesa decidiu retirar-se da zona fronteiriça entre a RDC e Cabinda e «recuar» para Kinshasa onde fui denunciado por um familiar que forneceu precisões a elementos da segurança da Embaixada de Angola na capital congolesa.

 

 

O Comandante Cristo terá sido detido por agentes da «Détection Militaire des Activités Anti-Patrie» (DEMIAP), serviços de informações militares congoleses, na sequência das informações fornecidas pela congénere angolana, tendo sido transferido sob protecção da polícia para a prisão militar Ndolo em Kinshasa.

 

No entanto o pedido de extradição formulado por Luanda foi recusado pela RDC que alega que Cristóvão Honório «Cristo» tem a nacionalidade congolesa, não podendo assim extraditar um cidadão nacional. Em contrapartida os agentes prisionais informaram a família de «Cristo» que apenas o libertariam após o «pagamento» de três mil dólares.

 

Cristóvão Honório «Cristo» nasceu em Kikuangu-Mbemba na região de Tshela na província Baixo Congo na RDC. Kikuangu-Mbemba é uma aldeia localizada na região de Necuto junto à fronteira de Cabinda com a RDC. Muito jovem «Cristo» foi para Cabinda na sequência do casamento da sua mãe com um cabinda de Tandu Masselele, na região de Belize

 

sábado, 19 de Julho de 2014

ANGOLA – A DEMOCRACIA VEM DO PARTIDO UNITA JURA TEM NOVO SECRETARIO GERAL


ANGOLA – A DEMOCRACIA VEM DO PARTIDO UNITA JURA TEM NOVO SECRETARIO GERAL

 

A JURA – Juventude Unida Revolucionária de Angola já tem o seu novo secretário-geral.



Chama-se Alicerces Paulo Bartolomeu Mango “Aly” eleito pelos delegados ao III Congresso da mocidade da UNITA com 156 votos equivalentes a 56.54 % dos votos validamente expressos da segunda volta da eleição.



Custódio Agostinho Kamuango ficou em segundo lugar com 116 votos correspondentes a 42.80 %.



A eleição ocorreu a madrugada deste sábado, na presença do Secretario geral do Partido Victorino Nhany e demais membros do Comité Permanente e da Comissão Politica.



O Secretario Geral da JURA não foi encontrado na primeira volta, em virtude de nenhum candidato ter somado 50%+1 o que obrigou e segundo o regulamento eleitoral recorrer à segunda volta que foi disputada entre os dois candidatos mais votados, nomeadamente Aly Mango e Agostinho Kamuango.



Oseias Chilemba que reuniu 56 votos, igual a 20.75 % da preferência dos eleitores na primeira volta felicitou os dois concorrentes, agradeceu os seus apoiantes e a direcção do Partido pelo apoio que tornou possível a realização do Conclave. Garantiu a disponibilidade de trabalhar na direcção da JURA ou nas bases.

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

TERROR VOLTA A SACUDIR CAFUNFO, MELIANTES DESAFIAM FORÇAS DA ORDEM E SEGURANÇA PUPBLICA


TERROR VOLTA A SACUDIR CAFUNFO, MELIANTES DESAFIAM FORÇAS DA ORDEM E SEGURANÇA PUPBLICA
Na foto elemento das FAA que tentou violar mulhres no Cafunfo
  

O regime pôs um forte dispositivo de patrulhamento conjunto entre a Policia Nacional e as Forças Armadas Angolanas, mesmo assim, os meliantes continuam a desafiar as forças da ordem e segurança pública.
 

Cafunfo passou a noite de quarta-feira 16 de Julho, debaixo do tiroteio entre meliantes e novamente com agentes de empresas de segurança privada, que esta a deixar a população aterrorizada.
 

Testemunhas oculares, disseram que os meliantes estavam com fardamentos das FAA, a única diferença notável era o uso de sapatilhas, munidos de AKM, as mesmas armas usadas pelas Forças Armadas Angolanas.
 

Do lado da Policia Nacional em Cafunfo e dos efectivos das FAA não ouve nenhuma reacção.
 

 No dia 15 de Julho de 2014, um grupo de elementos das FAA numa composição 5 indivíduos perseguiram mulheres com objectivo de viola-los; depois de serem surpreendidos meteram-se em fuga, a população conseguiu captura um elemento de nome Dalevivo da Graça, que em seguida foi entregue a sua unidade, de acordo com o seu chefe, o mesmo encontrava-se de piquete.

  
Outros acontecimentos tiveram lugar na noite do dia 15 a 16, pelas 19 horas, os marginais atacaram dois (02) jovens cujo os nomes: Adão Evaristo natural de Caungula e Joaquim Mulundu, no troço que liga Xá-Muteba Cuango, no grupo dos marginais encontrava-se um dos filhos do Comandante Municipal de Xá-Muteba da Policia Nacional, o senhor Rafael Ngola, saquearam dos jovens algumas “sengas” de diamante e 70.000, 00 (Setenta mil Kwanzas) e ainda torturaram os mesmos, ameaçando-os a serem fuzilados e deitados para o rio.
 

Por Ngolo e Fiel Muaku no Cuango
 

Vice-Presidente do MPLA recusa-se a devolver empréstimo do BESA


Vice-Presidente do MPLA recusa-se a devolver empréstimo do BESA

 

Lisboa – São atribuídas, a cúpula do regime do MPLA, um clima de inquietação em função de um apelo presidencial que se destinou em encorajar membros da entourage que beneficiaram de empréstimos milionários no Banco Espírito Santos de Angola (BESA), a estudarem modalidades de devolução dos créditos.



Roberto de Almeida Pensou que fosse oferta
 

 

O Vice-Presidente do MPLA, Roberto de Almeida que terá recebido o crédito de 10 milhões de dólares que aplicou na construção de um edifício no terreno ao lado da sua residência na Rua Major Katiavala, em Luanda terá dado sinais de desentendido alegando que julgou que o dinheiro teria sido uma oferta.


Ao todo, o BESA emprestou 5,7 mil milhões de dólares a conhecidas figuras do regime angolano, incluindo vários membros do Bureau Político do MPLA que alega ter perdido rastos. Há suspeitas de que 745 milhões foram parar às mãos de Álvaro Sobrinho, presidente daquele banco até 2012.

 

Em meios informais, insinua-se que uma “Joint” ligada a empresaria Marta dos Santos, irmã do Presidente da Republica de Angola José Eduardo dos Santos, em parceria com um construtor português José Guilherme, terão recebido cerca de 800 milhões de dólares de crédito que aplicaram na construção de um conjunto de edifícios na rua onde se situa a Universidade Óscar Ribas, no Talatona, em Luanda.



No sentido de salvar o BESA, do referido buraco financeiro, o Estado angolano emitiu uma garantia soberana de 5 mil milhões - cujos termos exatos não são conhecidos. Ao mesmo tempo as autoridades aplicam-se no sentido de ocultar nomes dos devedores a fim de evitar escândalos públicos

 

ASSIM VAI O “ELDORADO” ANGOLA…

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

PARTE III - A EVOLUÇÃO POLÍTICA DE AFRICA E A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE 1884 – 1891


PARTE III - A EVOLUÇÃO POLÍTICA DE AFRICA E A NAÇÃO LUNDA TCHOKWE 1884 – 1891
 

3.- A CONFERÊNCIA DE BERLIM OU AFRICANA

3.1.- OS PRETEXTO DE GRANVILLE PARA NÃO RATIFICAR O TRATADO DO CONGO (ZAIRE)

 

Era esta a conjuntura internacional quando se reuniu a Conferência de Berlim, também conhecida de conferência Africana. Desde logo a questão sobre a LUNDA não foi tratada na conferência de Berlim, porque nem em Portugal, nem no resto da Europa havia conhecimento da existência de ocupações coloniais nas terras do Muatiânvua, que se manteve livre e independente.

 

No dia 9 de Maio de 1884, GRANVILLE comunicava ao ministro português em Londres que o embaixador alemão lhe confidenciara que as câmaras de comércio alemãs estavam a fazer representações contra o Tratado e que BISMARK anunciara que ia «fazer da questão do Congo (Zaire) o objecto de um acordo internacional» (21). Por isso, dizia o primeiro-ministro britânico que não poderia o TRATADO ser discutido nas Câmaras sem se arredarem antes as dificuldades que a França, a Alemanha e o rei Leopoldo estava levantando (22). Sugeriu, então, em 12 de Maio, o Governo de Portugal ao de Inglaterra que se convocasse uma conferência para resolver, por comum ACORDO DOS INTERESSADOS, a questão do Congo (Zaire) e os problemas decorrentes do tratado (23).

 
No dia seguinte o Ministro dos negócios estrangeiros português fazia expedir uma CIRCULAR para todas as legações a fim de elas proporem uma conferência internacional sobre assuntos AFRICANOS. Mas a este alvitre não chegou nunca a Inglaterra a responder.

  

Em abril já o príncipe BISMARK se entendera com FERRY a manifestar-lhe a sua oposição à efectivação das cláusulas do Tratado do Congo (Zaire). Em 18 de Junho o Marquês de Penafiel, ministro de Portugal em Berlim, informava, por telegrama, o ministro dos negócios estrangeiros JOSÉ VICENTE BARBOSA DU BOCAGE (que foi plenipotenciário português no contencioso da questão da Lunda 1885-1894 com a Bélgica, assunto que será tratado depois de concluirmos esta matéria da evolução politica de Africa e a Lunda), de que o Governo Alemão lhe manifestara o seu desacordo às disposições do tratado e a opinião de se reunir uma conferência para se regular a questão do CONGO (24).

 
No dia 20, dois dias depois, o ministro português em Londres comunicava por via telegráfico que GRANVILLE lhe dera conhecimento da posição de Bismark perante o Tratado e que encarregaria o ministro da Inglaterra em Lisboa de dar a conhecer ao Governo Português o ponto de vista do CHANCELER (25).

 
Efectivamente, PETRE, ministro da Inglaterra em Lisboa, em 24 de Junho, pessoalmente, e quatro dias depois, por escrito, levava ao conhecimento de J.V. Barbosa du Bocage que, perante as objecções levantadas pelas Potências, seria inútil a ractificação do TRATADO de 26 de Fevereiro.

 
3.2.- OS DIÁLOGOS DE VARZIM

 
O programa da Conferência foi combinado entre a Alemanha e a França. BISMARK, em 11 de Agosto de 1884, propôs a FERRY a adopção de princípios comuns para a resolução dos problemas do Congo e para a fixação do regime político dos territórios das duas costas da África ainda não ocupados pelas Potências europeias.

 
A França respondeu às aberturas da Alemanha, e as entrevistas vieram a ter lugar entre Bismark e o barão de COURCEL, embaixador francês em Berlim, em 26 e 27 do mesmo mês de Agosto, em Varzim, nos arredores da capital germânica. Desses encontros resultou uma unidade de entendimento quanto aos seguintes pontos:
 

«1.º Liberdade de comércio na bacia e nas embocaduras do Congo (Zaire);

2.º Aplicação ao Congo (Zaire) e ao Níger dos princípios adoptados pelo congresso de Viena, tendentes a consagrar a liberdade da navegação sobre vários cursos de águas internacionais (…);

3.º Definição das formalidades a observar para que as ocupações novas nas costas de África fossem consideradas como efectivas.» (26)

 

O terceiro ponto tinha por objecto contrariar as ocupações que a Inglaterra pretendia no golfo da Guiné, em prejuízo da França, e no Sudoeste Africano, contra os interesses da Alemanha, e ao mesmo tempo obstar aos interesses da expansão territorial da Associação e aos interesses de Portugal (que ele considerava históricos, desde quando?) (27).

 
Em VARZIM, Bismark apresentou a ideia da convocação de uma conferência internacional para a consagração dos pontos acordados. A França concordou. O Chanceler propôs, por deferência, que a conferência se reunisse em Paris. A França insistiu por BERLIM, mas foi a Alemanha, para não comprometer a França, que dirigiu os convites.

 3.3.- A ABERTURA DA CONFERÊNCIA
 

A Inglaterra só aceitou participar na conferência em fins de Outubro, depois de ter sido esclarecida sobre o seu programa. Portugal recebeu, em 12 de Outubro, de SCHMIDTHAIS, ministro da Alemanha em Lisboa, o convite alemão, que foi aceite três dias depois, sem reservas.


No dia 15 de Novembro de 1884, na capital alemã, iniciou a almejada CONFERÊNCIA INTERNACIONAL AFRICANA, os seus trabalhos sob a presidência de Bismark, que fez um discurso breve. Depois de agradecer às Potências terem acedido ao convite alemão, expôs a traços largos o programa da conferência.

 3.3.1.- PAISES PRESENTES NA CONFERÊNCIA DE BERLIM
 

Estavam presentes os plenipotenciários da Alemanha, Áustria-Hungria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grã-Bretanha, Itália, Países Baixos, Portugal, Rússia, Reino da Suécia e Noruega e Turquia.

 
Se e que a Conferência de Berlim foi convocada para consagrar todos os princípios defendidos nos diálogos de Varzim, a verdade é que ela foi quase inteiramente absorvida pela preocupação de tornar a Associação num Estado Independente em Africa, e não foi encerrada sem todas as Potências representadas, menos a TURQUIA, reconhecerem o pavilhão da obra do rei dos Belgas como o de um Governo Amigo.

 A Conferência demorou até 26 de Fevereiro de 1885 e teve uma dezena de sessões plenárias.

 Esta demora deveu-se apenas às longas negociações em que os agentes da Associação andaram empenhadas para obter das várias Potências o reconhecimento da sua bandeira. Foi nos bastidores que a diplomacia inigualável de LEOPOLDO conseguiu a criação do Estado do Congo. Ele mesmo levou BISMARK a presidir à conferência, embora o não tivesse demovido da convicção de que «SEM ESQUADRA E SEM CAPITAIS FICARIA DEPENDENTE O ULTRAMAR DA BOA VONTADE E DAS CONTINGÊNCIA DA POLITICA DA POTÊNCIA QUE DOMINASSE OS MARES; E ISSO NÃO LHE AGRADAVA» (28).
 

Talvez por isso e porque a autoridade do Chanceler nunca deixou de fazer-se sentir na Conferência, é que LORD GREY of Fallodon teria dito ao embaixador alemão que, «se Bismark tivesse querido, teriam passado para a Alemanha os territórios que foram atribuídos à Bélgica (G.P., vol. XXIX p.202)» (29).

 
A França prometera Leopoldo II a preferência sobre os territórios que revertessem em seu favor a 300 Km da costa; aos Estados Unidos de América a liberdade económica.

 

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

CAFUNFO SOB FORTE DISPOTIVO POLICIAL E MILITAR DO REGIME JES/MPLA PARA TENTAR ALTERAR O QUADRO CRIMINAL DA LOCALIDADE


CAFUNFO SOB FORTE DISPOTIVO POLICIAL E MILITAR DO REGIME JES/MPLA PARA TENTAR ALTERAR O QUADRO CRIMINAL DA LOCALIDADE
patrulhamento em Cafunfo no final de semana
 

Depois dos acontecimentos dos dias 5 e 6 de Julho de 2014, que vitimaram mortalmente o malogrado Nelito Filipe Saukaweni de 34 anos de idade, até hoje não foi encontrado o autor material deste bárbaro assassinato e, pela primeira vez o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, se dignou em tentar alterar o quadro criminal da região do Cafunfo, Município do Cuango, Lunda-Norte, com o envio de uma forte componente policial e militar, alegadamente para conter os ânimos maliciosos dos meliantes que estão a semear terror no Cafunfo e actuam a mando do próprio regime.

  

Os crimes em Cafunfo, há muito denunciados pelos relatórios do Activista Cívico e Jornalista Rafael Marques, em que o regime, era o beneficiário destas denúncias, fazia ouvido de mercador, chegando a ponto extremo de incriminar Rafael Marques, mas hoje as provas são mais que evidentes.

 

Neste final de semana 12 e 13 de Julho, a Policia e as FAA, colocaram os seus homens a disposição, um forte dispositivo de patrulhamento em toda a extensão urbana e suburbana de Cafunfo, que resultou na apreensão de 12 elementos, entre eles crianças e mulheres, 4 supostos roboteiros que se encontram entre os 12 elementos presos, tinham uma arma de fabrico russo AKM, usado genericamente pelas FAA.

 


Afinal o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, quando quer resolver os problemas da insegurança no seio das populações, tem mecanismos de solução.

  

Por outro lado, o cidadão Boaze Estêvão Sozinho, que foi inocentemente incriminado como sendo o suposto autor pela morte de seu colega de serviço na empresa SOCICLA o malogrado Nelito Filipe Sozinho, continua preso no Comando da Policia de Cafunfo e sem provas, mas a Policia esta a exigir do mesmo o pagamento de 10.000,00 USD (dez mil dólares americanos) para a sua soltura.

 

O Comando da Policia em Xá-Muteba, prendeu um suposto e falso Sub-inspector na posse de um passe e passador comprado eventualmente em Luanda. A prisão do mesmo, foi possível graças as denuncias de populares na localidade de Cafuba, onde o mesmo tem extorquido dinheiros a pacatos cidadãos.

 

A nossa fonte disse que existe nesta região muitos agentes falsos vindos de Luanda e que tem estado a semear terror em Cafunfo e Cuango…

 

Por Fiel Muaku

 

 

sábado, 12 de Julho de 2014

ESTA A DECORRER EM LUANDA DE 9 Á 13 DE JULHO, SEMINARIO DE CAPACITAÇÃO DE DIRIGENTES E RESPONSAVEIS DA JUVENTUDE PATRIOTICA, BRAÇO JUVENIL DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE


ESTA A DECORRER EM LUANDA DE 9 Á 13 DE JULHO, SEMINARIO DE CAPACITAÇÃO DE DIRIGENTES E RESPONSAVEIS DA JUVENTUDE PATRIOTICA, BRAÇO JUVENIL DO MOVIMENTO DO PROTECTORADO LUNDA TCHOKWE

 


 O Presidente do movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchima, fez abertura solene do seminário de capacitação de dirigentes e responsáveis da Juventude Patriótica Lunda Tchokwe, o braço juvenil do Movimento do Protectorado.

 

Temas, como liderança, papel importante da Juventude na Mobilização da Sociedade, Acesso a Informação e mobilização generalizada, fazem parte dos painéis que o seminário reservado a responsáveis e dirigentes, idos do Kuando Kubango, Moxico, Lunda Sul e Norte, estão recebendo de vários prelectores convidados pela Presidência do Movimento Lunda Tchokwe.


 

O Movimento que reivindica a Autonomia da Nação Lunda Tchokwe, tem um vasto programa de formação e preparação dos seus potenciais quadros, para os futuros desafios da Autonomia Tchokwe.

 

Este seminário esta sendo ministrado por alguns especialistas das suas áreas e professores Universitários da UAN e de outras Instituições e Organismos convidados pela Presidência do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe.
 


 

 Mais informações nas próximas edições…
 

Por Henrique Samujaia em Luanda